LASER de baixa intensidade

O primeiro passo para tratar uma lesão é gerenciar os sinais e sintomas (inflamação e a dor). Sendo assim, na reabilitação musculoesquelética, a fisioterapia conta com o LASER de baixa intensidade.

O primeiro passo para tratar uma lesão é gerenciar os sinais e sintomas (inflamação e a dor). Sendo assim, na reabilitação musculoesquelética, a fisioterapia conta com o LASER de baixa intensidade. Ao administrar este tipo de tratamento é importante que se busque um especialista para que ele determine os parâmetros do equipamento e método de aplicação adequada para o tratamento.

Poderosa ferramenta que pode reduzir inflamações

 

 

O laser de baixa intensidade ou fototerapia, é um recurso fisioterapêutico seguro, não invasivo, sem efeitos colaterais que utiliza fótons para estimular a atividade biológica celular, sem produzir efeitos térmicos no tecido. Esta poderosa ferramenta terapêutica pode reduzir a inflamação numa variedade de condições clínicas, incluindo trauma, neuralgias, dor crônica, além da cicatrização (Pinto et al, 2009, 2010, 2012, 2014, 2016). Várias evidências demonstram que ocorre uma estimulação da síntese de ATP. Quando a luz interage com o tecido, dependendo da dose administrada, certas funções celulares poderão ser estimuladas ou inibidas, incorrendo em biomodulação.

Estudos recentes têm demonstrado que a fototerapia favorece a entrada de determinadas enzimas nas células musculares que ajudam a neutralizar os radicais livres, reduzindo a inflamação, a dor, a fadiga e acelerando a regeneração muscular. Foi comprovado ainda que a utilização da fototerapia após o treino aumenta de forma significativa a expressão de genes relacionados à hipertrofia muscular e reduz a expressão de genes que inibem o ganho de massa muscular.

Novas pesquisas inferem melhora na performance, quando a fototerapia é utilizada antes da prática da atividade física com efeitos na recuperação muscular após atividade. Pesquisadores como De Souza et al (2016) sugerem que a fototerapia aplicada antes do exercício físico é capaz de reduzir o índice de fadiga dos músculos flexores de indivíduos saudáveis, como revelado por dinamometria isocinética. Para Leal Junior et al (2010), a fototerapia aplicada previamente ao exercício aumenta o torque gerado pelos músculos irradiados, melhorando assim o desempenho musculoesquelético. Para Aver Vanin et al (2016), a fototerapia pré-exercício aumenta significativamente o desempenho e melhora marcadores bioquímicos relacionados ao músculo esquelético. Fritsch et al (2016) demonstrou que a fototerapia aplicada antes e depois do exercício pliométrico foi capaz de reduzir a intensidade do eco muscular, indicando uma resposta inflamatória reduzida, assim como diminuição da dor, o que significa muito para atletas de alto desempenho.