Ultrassom terapêutico

Ao sofrer uma lesão miotendínea, independente da atividade profissional que se exerça, uma reabilitação rápida e eficiente é necessária.

Ao sofrer uma lesão miotendínea, independente da atividade profissional que se exerça, uma reabilitação rápida e eficiente é necessária. A lesão do tendão do calcâneo é uma lesão grave e uma das mais comuns entre as lesões tendíneas, prevalecendo em atletas, principalmente em esportes de alto impacto que envolvem saltos e corridas (Reynold 1991; Stehno-Bittel 1998; Riley 2008; Salate 2005). Pode também ocorrer de forma espontânea em indivíduos com degeneração tendínea que apresentam aumento da quantidade de colágeno tipo III, redução do tipo I e diminuição da agregação do colágeno (Riley 2008; Coombs 1980; Maffulli 2000).

 

 

Ultrassom Terapêutico

 

 

 

 

O processo de cicatrização das lesões tendíneas pode levar meses para se completar. Durante o período de recuperação, geralmente o paciente é submetido à imobilização para evitar complicações funcionais, entretanto a imobilização prolongada pode levar a alterações morfológicas no tendão (Salate 2005; Gum 1997; Demir 2004).

Devido à alta incidência destas lesões, estudos sobre dosimetria dos recursos terapêuticos são necessários, com o objetivo de melhorar o reparo tendíneo, reduzindo o tempo de recuperação e o retorno às atividades rotineiras (Saini et al., 2002; Arruda et al., 2007).

Pesquisadores têm estudado modalidades terapêuticas não farmacológicas, com o objetivo de acelerar o processo de reparação tecidual, tais como: ultrassom terapêutico, laserterapia de baixa intensidade (Farcic et al., 2013; Enwemeka; Reddy, 2000; Saini et al., 2002; Carvalho et al., 2006; Wood et al., 2010; Neves et al., 2011) e estimulação elétrica (Burssens et al., 2003; Burssens et al.,2005; Folha et al., 2015). Dentre as ferramentas terapêuticas que estão à disposição para tratar uma lesão tendínea, o Ultrassom Terapêutico (UST) é um recurso de grande uso na rotina dos profissionais da Fisioterapia (Dyson 1987; Farcic et al., 2012).